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Exposição sobre o desastre de Mariana (MG) será lançada na Esmec nesta sexta-feira (04/10)

Exposição sobre o desastre de Mariana (MG) será lançada na Esmec nesta sexta-feira (04/10)

O Rio que era Doce amargou.
Enferrujou!
Levou embora a vida de Mariana e foi desaguar turva e pesada no mar do Espírito Santo.

A Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec) recebe, na próxima sexta-feira, 04 de outubro, o lançamento da exposição fotográfica “Paisagem Movediça” do Museu da Fotografia de Fortaleza, de autoria do fotógrafo Bruno Bernardi e curadoria de Lia de Paula. A iniciativa é resultado de parceria com o museu, que através do projeto Museu Itinerante busca permitir o acesso à arte. 

Antecedendo a palestra “Deveres e Poderes do Juiz no Processo Civil”, com o Dr. Fernando da Fonseca Gajardoni, a exposição ressalta as transformações pelas quais a paisagem natural da cidade de Mariana (MG) passou após ser devastada pela lama após o desastre. O fotógrafo retrata a capacidade da natureza se recuperar e reocupar ambientes quando privados da presença humana.

No final de 2015, o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, nos arredores da cidade de Mariana, em Minas Gerais, provocou uma avalanche de lama que cobriu diversas pequenas propriedades rurais e alguns distritos. Considerado o maior desastre ambiental da história do país, seus danos ainda são incalculáveis em termos ambientais, sociais e econômicos.

O projeto “Paisagem Movediça” foi desenvolvido entre os anos de 2015 e 2018 e está dividido em três etapas: a primeira, com a lama ainda muito fluida, movediça, foi produzida imediatamente após o desastre. A segunda, três meses após, com o solo já mais estável, a atenção foi direcionada para cenas de casas reviradas e objetos abandonados. A terceira etapa, desenvolvida entre 2017 e 2018, volta-se para a capacidade de resiliência da natureza, para a vegetação espontânea que começa a ocupar áreas atingidas pela lama.

Sobre o fotógrafo:

Natural de Goiás, Bruno Bernardi entrou em contato com a fotografia enquanto estudava Biologia na UNICAMP. Já graduado, em 1997, passou a se dedicar de forma exclusiva ao estudo e prática dessa linguagem. Como aluno especial, frequentou, dentre outras, as disciplinas ministradas pelo Prof. Etienne Samain no programa de Pós-Graduação do Dep. de Multimeios/Inst. de Artes/UNICAMP, aprofundou-se no estudo da técnica do Sistema de Zonas na SVA (School of Visual Arts de Nova York) e especializou-se em Comunicação e Artes/Fotografia pelo SENAC/SP. Foi assistente de diversos fotógrafos, destacando-se Arnaldo Pappalardo. Como fotógrafo, participou de várias publicações e produziu de forma independente o livro Da Cor: 30 fotografias. Além disso, criou imagens para várias agências de publicidade e revistas – destacando-se a revista de sustentabilidade Página22, onde também foi editor de fotografia por quatro anos (44 edições). De fotógrafo documental, inicialmente, passou a se interessar cada vez mais por imagens construídas – ora através de experimentações em estúdio, ambiente bastante familiar na sua atuação profissional, ora pela busca por cenários inusitados para compor o universo onírico que permeia seu trabalho.

Para saber mais, acesse o site: http://www.brunobernardi.com.br/